2.4.06

Professores vão ter linha SOS


Os professores vão ter ao seu dispor uma linha SOS até ao final de Maio. A iniciativa está a cargo da Associação Nacional de Professores (ANP) como resposta ao aumento de violência no interior dos estabelecimentos de ensino.

Este tipo de apoio aos docentes já existe em Espanha, num modelo que presta aconselhamento na área psicológica, pedagógica e legal.

Acções como esta resultam da preocupação da ANP face aos números divulgados pelo Departamento de Segurança do Ministério de Educação (ME). Segundo aquela entidade, o ano lectivo 2004/2005 registou 1232 ofensas à integridade física dentro de estabelecimentos de ensino.

O relatório apresentado aponta ainda que 191 alunos, professores e funcionários tiveram mesmo de receber tratamento hospitalar depois de incidentes e agressões no interior de escolas portuguesas.

Actualmente, a ANP tem em funcionamento a linha Defensor do Professor que presta apoio e orientação a docentes com problemas de indisciplina e violência nas salas de aula.

Sindicato critica Ministério de Educação

Depois de uma professora da escola básica do Cerco, no Porto, ter sido agredida por um aluno dentro da sala de aula, o Sindicato dos Professores do Norte (SPN) reagiu, alertando para as consequências que vão resultar da desvalorização da profissão docente e a perda de autoridade destes profissionais.

Os responsáveis pelo Sindicato acreditam mesmo que Portugal vai assistir a um agravamento dos problemas de indisciplina e violência nas escolas devido às alterações no plano social e familiar e ao alargamento da marginalidade e pobreza.

A política do Ministério de Educação também foi contestada, o SPN afirmou que a profissão docente “se vê dia-a-dia desrespeitada e desvalorizada, facto a que não é alheia a política da actual equipa do Ministério da Educação que tem contribuído grandemente para que se tenha vindo a acentuar uma imagem pública negativa dos professores e do trabalho que realizam”, noticiou o Público.

Pico de violência aos 13 anos

Um estudo desenvolvido pela investigadora da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, Margarida Matos, acerca da “Violência na Escola: vítimas, provocadores e outros” chegou-se à conclusão que os actos de violência atingem o pico quando os agressores têm 13 anos e as vítimas 11 anos.

Os rapazes envolvem-se mais em actos de violência do que as raparigas e os casos de agressão estão frequentemente associados ao álcool e tabaco e ao envolvimento em lutas e porte de armas.

Os jovens mais susceptíveis de comportamentos agressivos são aqueles que apresentam um perfil de afastamento em relação à família, à casa e à escola, explica Margarida Matos.


Outras Fontes:

Público

Diário Digital

Portugal Diário